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Tratamento da Hérnia de Disco Sem Cirurgia em Campo Grande/MS: Alternativas e Alívio Duradouro

O tratamento da hérnia de disco sem cirurgia envolve uma série de abordagens conservadoras e minimamente invasivas, como fisioterapia, medicamentos, e procedimentos como bloqueios, radiofrequência e outras terapias intervencionistas guiadas por imagem. O objetivo é aliviar a dor, restaurar a função e evitar a necessidade de cirurgia, sempre de forma personalizada para cada paciente.

Dr. Alexandre Alonso · CRM/MS 7600 · RQE 5614
Publicado em 21 de julho de 2026 · 10 min de leitura

Sala de procedimentos da clínica, com foco cirúrgico e equipamentos de imagem
Sala de procedimentos da clínica, com foco cirúrgico e equipamentos de imagem

Quando considerar o tratamento conservador para hérnia de disco?

A primeira decisão diante de uma hérnia de disco não é qual procedimento fazer, e sim se há alguma razão para não começar pelo caminho conservador. Na maior parte dos casos, não há.

O tratamento sem cirurgia é o ponto de partida quando a dor, mesmo intensa, não vem acompanhada de sinais de gravidade neurológica. Isso inclui a maioria dos quadros de dor lombar irradiada para a perna e de dor cervical irradiada para o braço, mesmo aqueles com formigamento e dormência.

O que pesa a favor de começar sem cirurgia

  • Dor com poucas semanas ou poucos meses de evolução.
  • Força muscular preservada no exame físico, ainda que com dor.
  • Ausência de alteração de controle de bexiga e intestino.
  • Correlação clara entre o que a imagem mostra e o que o paciente sente.
  • Nenhuma tentativa organizada de tratamento até aqui — muitos pacientes chegam tendo usado apenas analgésico por conta própria, sem reabilitação nem investigação da causa.

O que muda a conversa

Algumas situações mudam a prioridade e precisam de avaliação de urgência, não de tratamento programado:

  • Perda de força progressiva na perna, no pé, no braço ou na mão.
  • Perda do controle da urina ou do intestino, ou dormência na região do períneo e da parte interna das coxas.
  • Febre associada a dor intensa nas costas.
  • Dor após trauma, queda ou acidente.

Fora desses cenários, o tempo trabalha a favor: é comum que o próprio organismo reabsorva parte do material herniado ao longo dos meses. O papel do tratamento é controlar a inflamação e a dor enquanto isso acontece, e recuperar a função para que o quadro não se repita. Se você ainda tem dúvidas sobre o que está acontecendo na sua coluna, vale ler primeiro o guia sobre sintomas, causas e diagnóstico da hérnia de disco.

Opções de tratamento não cirúrgico para hérnia de disco

Não existe um tratamento único que sirva para toda hérnia. O que existe é uma sequência de recursos, aplicados conforme a fase do quadro, a estrutura envolvida e a resposta obtida em cada etapa.

Medicação e manejo da fase aguda

A medicação tem papel definido: reduzir a inflamação ao redor da raiz nervosa e permitir que a pessoa volte a se movimentar. Anti-inflamatórios, analgésicos, relaxantes musculares e medicações que atuam sobre a dor de origem neuropática são usados conforme o padrão de dor.

Dois pontos merecem atenção. O primeiro é que repouso absoluto prolongado não ajuda — a orientação atual é retomar movimento dentro do tolerado o quanto antes. O segundo é que automedicação e uso prolongado de anti-inflamatório sem acompanhamento trazem risco próprio, especialmente para estômago, rins e pressão arterial.

Fisioterapia e reabilitação

A reabilitação é a base de sustentação de todo o resto. Nenhum procedimento mantém o resultado se a musculatura que estabiliza a coluna continuar incapaz de fazer o seu trabalho.

O programa costuma envolver:

  • Controle de dor na fase inicial, com recursos analgésicos e terapia manual.
  • Ativação da musculatura profunda do abdome, do assoalho pélvico e das costas.
  • Progressão para fortalecimento de glúteos, quadris e cadeia posterior.
  • Reeducação do movimento: como sentar, levantar peso, agachar e girar o tronco.
  • Condicionamento aeróbico de baixo impacto, que melhora dor e disposição.

Métodos como Pilates, hidroterapia e treinamento funcional podem entrar, desde que a progressão respeite a fase do quadro.

Bloqueios e infiltrações guiadas por imagem

Quando a dor irradiada persiste apesar de medicação e fisioterapia, entram os procedimentos intervencionistas. O bloqueio consiste em depositar medicação anestésica e anti-inflamatória exatamente junto à estrutura que gera a dor — a raiz nervosa comprimida, o espaço epidural ou a articulação facetária —, sempre sob guia de ultrassom ou raio X.

Ele cumpre duas funções ao mesmo tempo. Alivia a inflamação no ponto certo e ajuda a confirmar o diagnóstico: se a dor cede depois de bloquear um nível específico, aquele nível é de fato o responsável. Essa informação vale muito na hora de decidir os passos seguintes.

Radiofrequência

A radiofrequência usa corrente de alta frequência aplicada sobre o nervo responsável pela transmissão do sinal doloroso. Há duas modalidades principais: a convencional, que produz uma lesão térmica controlada, e a pulsada, que modula o nervo sem lesioná-lo da mesma forma.

É uma opção considerada quando a dor persiste depois de outras abordagens, e a escolha da modalidade depende do alvo e do tipo de dor. Como qualquer procedimento, tem indicação criteriosa — não é a primeira linha para todo mundo.

Ozonioterapia

A aplicação de ozônio medicinal na região do disco tem efeito anti-inflamatório e pode contribuir para a redução do volume da hérnia. É uma das opções avaliadas conforme o tipo e o estágio da lesão, e também é realizada sob guia de imagem.

Terapias regenerativas e outros recursos

Dependendo do caso, o plano pode incorporar terapias injetáveis personalizadas e recursos voltados à musculatura associada, que frequentemente entra em espasmo de proteção e passa a ser fonte adicional de dor. Vale lembrar que uma hérnia raramente é o único gerador de sintoma em quem já convive com dor há muito tempo — parte do trabalho é identificar todas as fontes envolvidas, tema que também aparece no tratamento da dor crônica.

Benefícios dos procedimentos minimamente invasivos

O que caracteriza esses procedimentos é a combinação de acesso por agulha, orientação por imagem em tempo real e ambiente ambulatorial.

Precisão

Aplicar medicação sem visualizar a estrutura alvo é apostar na anatomia média — e a anatomia média não existe em nenhum paciente específico. O ultrassom e o raio X mostram onde a agulha está a cada momento, o que reduz o número de tentativas, aumenta a segurança e permite tratar exatamente o ponto que gera a dor.

Menor agressão ao corpo

Não há corte amplo, nem retirada de estruturas ósseas ou ligamentares, nem cicatriz cirúrgica na coluna. Isso importa porque tecido cicatricial dentro do canal vertebral é uma das causas de dor persistente depois de cirurgias de coluna.

Recuperação ambulatorial

Na maioria dos casos o paciente chega, realiza o procedimento e recebe alta no mesmo dia, após um período de observação. Muitas pessoas retomam atividades leves em um a dois dias, mas isso depende do procedimento realizado, da profissão e da resposta individual — a orientação de retorno é dada caso a caso, por escrito, na alta.

Compatibilidade com o restante do tratamento

O procedimento não substitui a reabilitação: ele abre uma janela de menos dor para que a fisioterapia consiga avançar. Quem trata só a dor e não trata a causa mecânica tende a voltar ao ponto de partida.

Não é isento de risco

Todo procedimento tem riscos. Nos procedimentos guiados por imagem eles são baixos e incluem dor no local da punção, hematoma e, mais raramente, infecção ou reação à medicação. Todos são explicados antes do consentimento — e essa conversa faz parte da avaliação, não é uma formalidade.

Como é a abordagem do Dr. Alexandre Alonso em Campo Grande/MS

O Dr. Alexandre Alonso (CRM/MS 7600, RQE 5614) é anestesiologista com atuação em Medicina da Dor, formado pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e atende em Campo Grande e em Dourados. O atendimento é somente particular.

A condução do caso segue etapas bem definidas:

  1. Avaliação clínica — história detalhada da dor, exame físico e testes neurológicos para localizar a origem dos sintomas.
  2. Leitura dos exames — análise da ressonância magnética e dos demais exames, correlacionando a imagem com o que você sente. É aqui que se decide se o achado do laudo explica ou não a sua queixa.
  3. Procedimento guiado — quando indicado, a técnica escolhida é realizada sob ultrassom ou raio X, em ambiente ambulatorial, com alta no mesmo dia.
  4. Acompanhamento — retorno para avaliar a resposta, ajustar o plano e orientar reabilitação e hábitos que protegem a coluna.

O ponto central é que o plano é montado para o seu caso. Dois pacientes com laudos parecidos podem receber condutas diferentes, porque idade, profissão, tempo de dor, exame neurológico e o que já foi tentado antes mudam completamente a equação. Você encontra o detalhamento das técnicas na página de tratamento de hérnia de disco em Campo Grande e Dourados.

Mitos e verdades sobre hérnia de disco e cirurgia

"Hérnia de disco só resolve operando"

Mito. A maior parte dos casos é conduzida sem cirurgia. A indicação cirúrgica existe e é importante em situações específicas — déficit neurológico progressivo, síndrome da cauda equina, dor refratária a todo o restante —, mas ela não é o caminho padrão.

"Se a hérnia é grande, a cirurgia é inevitável"

Mito. O tamanho no exame não é o que define a conduta. Existem hérnias volumosas com pouca repercussão clínica e hérnias pequenas em posição desfavorável causando dor importante. O que decide é a correlação entre imagem, exame neurológico e sintomas.

"Bloqueio é só analgesia, não trata nada"

Mito parcial. O bloqueio de fato não recoloca o disco no lugar. Mas ele reduz a inflamação química ao redor da raiz nervosa, que é boa parte do que gera a dor, e ainda ajuda a confirmar qual nível é o responsável. Usado dentro de um plano com reabilitação, é uma peça de tratamento, não apenas um analgésico caro.

"Depois de tratar, a hérnia nunca mais volta"

Mito. Pode haver recorrência, inclusive no mesmo nível. Por isso o acompanhamento e as mudanças de hábito não são detalhe: são o que sustenta o resultado ao longo do tempo. As medidas de proteção da coluna estão reunidas no conteúdo sobre prevenção da hérnia de disco.

"Quem tem hérnia não pode mais fazer exercício"

Mito, e dos mais prejudiciais. Parar de se exercitar enfraquece exatamente a musculatura que protege a coluna. O que muda é a seleção dos exercícios e a progressão da carga, com orientação.

"Repouso é o melhor remédio"

Mito. Repouso curto na fase mais aguda pode ajudar, mas repouso prolongado piora dor, rigidez e força muscular. A recomendação atual é retomar movimento dentro do tolerado.

"Todo procedimento para dor é feito com sedação"

Verdade parcial. Depende do procedimento e do paciente. Muitos bloqueios são feitos apenas com anestesia local. Em procedimentos mais extensos, ou quando há muita ansiedade, pode ser usada sedação leve — avaliação que, no caso do Dr. Alexandre Alonso, é feita por ele mesmo na consulta, por ser anestesiologista.

Tratar hérnia de disco em Campo Grande e Dourados: o que muda na prática

Quem trabalha no agronegócio, no transporte ou no comércio da região costuma chegar ao consultório com um mesmo relato: a dor já foi "empurrada com o corpo" por meses, com analgésico e um ou outro afastamento curto, até o momento em que dirigir, carregar peso ou passar o dia em pé deixou de ser possível.

Esse adiamento tem custo. Quanto mais tempo a raiz nervosa permanece inflamada e comprimida, mais complexa tende a ficar a recuperação, e mais o corpo desenvolve compensações — musculatura em espasmo, mudança de marcha, sono ruim, perda de condicionamento.

O atendimento nas duas unidades, em Campo Grande e em Dourados, existe para encurtar esse intervalo. Para quem mora no sul do estado, isso significa não precisar organizar uma viagem à capital só para conseguir uma avaliação especializada. Para quem está na capital, significa acesso a procedimentos guiados por imagem sem sair da cidade.

Vale também um alinhamento honesto de expectativa: nenhum tratamento tem resultado garantido, e ninguém pode prometer um prazo fixo de recuperação. O que se pode fazer é avaliar bem, escolher a técnica com critério, acompanhar a resposta e ajustar o plano quando necessário.

Se a sua dor já mudou a forma como você trabalha, dorme ou se desloca, o próximo passo é uma avaliação individual da sua coluna. Agende sua avaliação em Campo Grande ou Dourados.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para melhorar da hérnia de disco sem cirurgia?

Varia conforme a gravidade da compressão, o tempo de evolução e a adesão à reabilitação. Quadros recentes costumam responder mais rápido do que os que já duram meses. Muitos pacientes percebem alívio importante ao longo de algumas semanas de tratamento organizado, mas a recuperação funcional completa pode levar mais tempo e exige continuidade dos exercícios. Não é possível garantir prazo: a expectativa realista para o seu caso é definida na avaliação, com base no exame e na resposta às primeiras etapas.

O bloqueio para hérnia de disco resolve a dor definitivamente?

Nem sempre, e essa não é a proposta isolada dele. O bloqueio reduz a inflamação ao redor da raiz nervosa e ajuda a confirmar qual nível da coluna gera a dor, criando uma janela de alívio para que a reabilitação avance. Em parte dos casos o alívio é prolongado; em outros, serve como etapa para definir o passo seguinte, como radiofrequência. A duração do efeito depende da técnica, da causa e do que é feito depois do procedimento.

Posso fazer academia com hérnia de disco?

Na maioria dos casos sim, desde que passada a fase aguda e com orientação. O treino precisa ser adaptado: costuma-se privilegiar fortalecimento do core, glúteos e cadeia posterior, com atenção à técnica e à progressão de carga. Exercícios com flexão do tronco associada a rotação e carga axial elevada exigem cautela. Parar completamente de treinar tende a piorar o quadro a médio prazo, porque enfraquece a musculatura que estabiliza a coluna.

Quais os riscos dos procedimentos minimamente invasivos?

Todo procedimento tem riscos. Nos procedimentos guiados por imagem eles são considerados baixos e incluem dor no local da punção, hematoma e, mais raramente, infecção ou reação à medicação. A orientação por ultrassom e raio X existe justamente para visualizar as estruturas e reduzir essas ocorrências. Os riscos específicos da técnica indicada para você são explicados antes do consentimento, junto com os cuidados de preparo e as orientações de pós-procedimento.

Preciso internar para fazer bloqueio ou radiofrequência na coluna?

Na maioria dos casos, não. São procedimentos ambulatoriais: o paciente chega, realiza o procedimento e recebe alta no mesmo dia, após um período de observação. Situações específicas podem exigir estrutura hospitalar, o que é informado com antecedência. As orientações de retorno às atividades são individualizadas e dependem do procedimento realizado, da sua profissão e da resposta observada nos primeiros dias.

O tratamento sem cirurgia serve para hérnia cervical também?

Sim. Os princípios são os mesmos da coluna lombar: controlar a inflamação da raiz nervosa, recuperar mobilidade e força, e usar procedimentos guiados por imagem quando a dor persiste apesar de medicação e fisioterapia. O que muda são os alvos anatômicos e os cuidados técnicos, já que a região cervical exige precisão ainda maior. Casos com sinais de comprometimento medular ou perda de força progressiva seguem outra prioridade de conduta.

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